Dormir no carro atinge hotéis na China · VanLife Weekly nº 32
Na China, dormir no carro fez cair 8,2 % a receita dos hotéis. Também: camper elétrico Nissan por 89 900 euros e pernoite proibida em Llandudno.
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Na semana passada aconteceu muita coisa no mundo das autocaravanas: a Alemanha anunciou fiscalizações em massa de autocaravanas e reboques nas rodovias A31 e A30 no dia 27 de julho, na Finlândia os proprietários começaram a deixar os veículos parados por causa do forte aumento do imposto sobre o diesel, um tornado derrubou cerca de cinquenta pinheiros nos parques de campismo da ilha croata de Lošinj, e uma oficina brasileira de Guarulhos contou que já transformou quase 150 Volkswagen Kombi.
No dia 27 de julho, a polícia alemã vai fazer fiscalizações em massa de autocaravanas e reboques nas rodovias A31 e A30 — é o auge da temporada, quando as autoestradas do norte da Alemanha ficam lotadas de veículos indo para o mar e voltando. O motivo formal para a atenção ao tema foi um caso em Lippstadt: no dia 10 de julho, uma patrulha parou uma autocaravana que não tinha para-brisa, nem vidros laterais, nem vidro traseiro. O motorista, de setenta anos e ainda por cima sem cinto, explicou que havia retirado os vidros por causa do calor. O veículo foi considerado inseguro, a circulação foi proibida ali mesmo e o motorista levou multa — no boletim policial o veículo foi descrito como uma «pilha de sucata sobre rodas».
A história soa como curiosidade, mas nesses bloqueios não se fiscaliza o exótico e sim o mais comum: estado técnico, fixação da carga, funcionamento do engate e — na maioria das vezes — excesso de peso. É justamente a ultrapassagem do peso permitido que segue sendo a principal infração das autocaravanas: um veículo cheio de água, gás, bicicletas e comida passa facilmente das 3,5 toneladas, e o motorista nem desconfia, porque nunca passou por uma balança. Na Suíça, numa fiscalização parecida em Stans, a polícia pesou cerca de 70 autocaravanas e encontrou excesso de peso em boa parte delas.
As operações alemãs fazem parte de um quadro mais amplo: manter uma autocaravana na Europa está cada vez mais rígido e mais caro. Na Finlândia, desde o início do ano o imposto sobre o diesel para autocaravanas subiu bastante, e proprietários — como Jani Karenlampi, de Kempele — simplesmente deixam os veículos parados quase o ano todo, tirando-os apenas para as férias de verão. Na Suíça, o automóvel clube TCS publicou um conjunto de regras para o campismo selvagem e lembrou que não existe uma lei federal única: as normas variam de cantão para cantão e até de comuna para comuna, e o erro dá multa. Já o órgão holandês RDW, depois de contabilizar 5.148 autocaravanas e caravanas em quatro municípios de Lekstroom, pediu aos proprietários que verifiquem pneus, luzes e engate antes de sair, e não depois.
Se a sua rota deste verão passa pelo norte da Alemanha, reserve tempo extra para o dia 27 de julho — as operações na A31 e na A30 vão inevitavelmente atrasar o trânsito. Mas o mais útil é outra coisa: preparar-se como se você fosse ser parado em qualquer dia. Vá até a balança de veículos mais próxima com o carro totalmente carregado, do jeito que você realmente viaja — com o tanque de água cheio, gás e bicicletas; custa muito pouco e elimina o principal risco. Confira a pressão e a idade dos pneus, o funcionamento de todas as lanternas, o estado do engate e a fixação de tudo o que está no bagageiro. Leve sempre os documentos do veículo e a habilitação da categoria correta — numa autocaravana pesada, só a categoria B pode não bastar. Se você vai à Suíça e conta com pernoites fora dos parques de campismo, confirme as regras exatamente do cantão e da comuna onde pretende parar: não existe uma autorização geral de campismo selvagem no país. E quem tem autocaravana na Finlândia deveria refazer as contas anuais com antecedência — com o novo imposto, manter o veículo «por via das dúvidas» pode sair mais caro do que alugar um para as férias.
Japão, fim de julho. Raramente se pensa no Japão como destino para viajar de autocaravana, e é uma pena: a infraestrutura de lá está crescendo agora mesmo. Na cidade de Shimonoseki foi concluído o parque de campismo «Hinoyama Sanroku», ao pé da montanha de mesmo nome — com vista panorâmica para o estreito de Kanmon, onde Honshu quase encosta em Kyushu e passam navios de dia e de noite. A abertura prévia para moradores é em 25 de julho, e a oficial em 19 de setembro. Ao mesmo tempo, na província de Fukushima está sendo desenvolvido o turismo de camper na região de Hamadori: o empreendedor Asuka Kusuga constrói ali uma rede de áreas para autocaravanas, numa região que se recupera do terremoto e do acidente na usina nuclear. O formato japonês combina com um roteiro tranquilo de duas a três semanas: as distâncias são curtas, as estradas são ótimas e dormir no carro ali é culturalmente normal. Dá para experimentar sem grandes gastos — os kei campers são alugados por pouco dinheiro e, justamente agora, estão com descontos de verão. Se você vinha olhando para a Ásia de longe, mas não sabia por onde começar, este é o seu motivo.
Duas histórias que dá vontade de encaminhar para alguém.
Cento e cinquenta «Kombis» e uma segunda vida. Dois brasileiros de Guarulhos pediram demissão e investiram R$ 8 mil no próprio negócio — todas as economias que tinham. Hoje a oficina deles, a Namu Kombi Home, já transformou em casas sobre rodas quase 150 Volkswagen Kombi e faturou R$ 800 mil em 2024. A velha perua, que na Europa já teria virado sucata há muito tempo, no Brasil virou a base de um negócio inteiro.
Uma caravana no lugar da casa — pelo sonho do filho. O tricampeão mundial de corridas de turismo Andy Priaulx contou que sua família um dia vendeu a casa e foi morar numa caravana para bancar a carreira dele nas pistas. A aposta deu certo duas vezes: ele conquistou três títulos mundiais e, agora, quem corre de Ford nas provas de resistência é seu filho Sébastien.
Olham o estado técnico, a fixação da carga, o funcionamento do engate e o peso total do veículo. O que mais se encontra é justamente o excesso de peso — uma autocaravana carregada passa facilmente das 3,5 toneladas. Em infrações graves, além da multa, a circulação pode ser proibida ali mesmo, como em Lippstadt, onde a autocaravana sem vidros saiu de circulação. A melhor forma de se preparar é pesar o veículo com antecedência, do jeito que você realmente viaja.
As rajadas de verão chegam ali quase sempre de madrugada e se formam muito rápido — o tornado na ilha de Lošinj passou por volta das 4h30 e arrancou cinquenta pinheiros. Ative os alertas de tempestade no aplicativo de previsão do tempo, veja à noite a previsão de vento para a madrugada e escolha um lugar sem árvores por cima. A sombra de um pinheiro alto é ótima no calor, mas numa rajada forte é a principal fonte de perigo.
Vale, se você gosta de um ritmo tranquilo: as distâncias são curtas, as estradas são ótimas e dormir no carro é culturalmente normal. A infraestrutura está crescendo bastante agora — em Shimonoseki abre um parque de campismo com vista para o estreito de Kanmon, e em Fukushima está sendo construída uma rede de áreas para autocaravanas. Dá para começar alugando um kei camper: é a forma mais barata de experimentar, e no verão há descontos.
Sim, e trata-se principalmente dos modelos de absorção, que funcionam a gás. Com o desgaste, o sistema começa a vazar amônia, e o defeito pode terminar em incêndio — parte dos modelos Norcold e Dometic foi recolhida exatamente por esse motivo. Verifique a geladeira antes da temporada e não ignore cheiro estranho nem queda na eficiência do resfriamento.
Ele está se reorganizando. De um lado, a procura não desapareceu: na França, a fábrica da Trigano VDL produz uma autocaravana a cada dois minutos, e nos EUA foram entregues aos concessionários cerca de 342 mil unidades em um ano. De outro, o centro de atividade está se deslocando: a China lançou medidas estatais de apoio a parques de campismo e autocaravanas vindas de nove órgãos de uma vez, e o desenvolvimento de novos modelos está migrando para lá. Para os fabricantes europeus isso significa mais concorrência, e para o comprador, com o tempo, mais opções.
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Após a abertura da ponte Sindopyeongdae que liga as ilhas de Sindo e Yeongjongdo, as operações de balsa cessaram, e o terminal de Sindo no condado de Ongjin, Incheon, tornou-se uma área de lazer. À noite, autocaravanas e outros veículos estacionam ali, enquanto pescadores pescam com as luzes do Aeroporto Internacional de Incheon e Yeongjongdo ao fundo. As autoridades consideram formalizar o local para camping e pesca, abordando segurança e gestão de resíduos.
Camila Maggi, argentina que emigrou para a Austrália, contou no TikTok que, junto com o parceiro, ganha cerca de 20 mil dólares australianos por mês. Segundo ela, com um mês de trabalho conseguiram comprar um motorhome, além de um iPhone 16, um iPad Pro e dois MacBook Pro. Ela destacou que, embora os salários na Austrália sejam de quatro a dez vezes maiores do que na Argentina ou na Espanha, os preços de bens e serviços não são proporcionalmente mais caros. Para trabalhar com visto Working Holiday (Subclass 417), os argentinos precisam ter entre 18 e 30 anos, passaporte válido, pelo menos 5 mil dólares australianos, passagem de volta, seguro médico e certificado de antecedentes criminais.
Os agricultores Laëtitia e Pascal Dehosse, de Grigneuseville, no Sena Marítimo, começaram a alugar autocaravanas. Adquiriram dois veículos equipados com cozinha, duche de água quente, painéis solares e opções como sanita e suporte para bicicletas. Segundo os proprietários, as autocaravanas não são maiores do que um automóvel grande, o que facilita o estacionamento e evita custos adicionais em portagens. O aluguer está disponível para casais, amigos e famílias.
O usuário do Instagram @douminfufu, que documenta viagens em autocaravana, compartilhou uma refeição dentro do veículo com iguarias locais de Fukui. A publicação recebeu mais de 758 curtidas. O artigo também inclui dados sobre pensões médias por idade.
No sábado, dia 15, às 13h, o programa Retratos Femininos, da TV Aparecida, recebe Juliani Felício, que viaja de motorhome com o marido, Paulo. Após o diagnóstico de leucemia de Paulo em 2018, o casal repensou as prioridades e escolheu uma vida na estrada. Juliani, de 48 anos, ex-profissional do mercado financeiro, hoje atua como travel creator e já visitou 17 estados brasileiros e 20 países.
Um casal britânico com gémeos de oito anos passou um ano a viajar pela Europa e África numa autocaravana. Mudaram do ensino doméstico para a 'aprendizagem mundial', baseada em experiências e descobertas durante as viagens, o que aumentou significativamente a curiosidade e a confiança das crianças. Apesar dos desafios com o trabalho remoto e a conectividade, a família ficou mais unida e considerou o ano o melhor das suas vidas.
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